Neste dia 18 de maio, o município de Barra do Bugres deu início oficial às atividades da campanha “Faça Bonito”. Promovida pela Prefeitura Municipal, por meio da Secretaria de Assistência Social e rede de proteção, a iniciativa busca conscientizar a população, romper o ciclo do silêncio e fortalecer as denúncias na região.
A secretária de Assistência Social, Rosandrea Cardoso, destacou o papel coletivo da sociedade na proteção dos menores. “A campanha pertence a todos nós. O nosso recado para a população é direto: não se cale. Ouça, acolha, proteja e denuncie”, enfatizou.
Embora as ações ganhem força no “Maio Laranja”, as autoridades alertam que o combate deve ser permanente. Para a coordenadora do Conselho Tutelar, Ana Paula Gregolin, a vigilância precisa continuar após o fim do mês.
“A campanha serve para chamar a atenção, mas o ano inteiro é tempo de combate. Proteger a infância é dever de todo cidadão. Quem não quiser se comprometer pode usar o Disque 100, o Conselho Tutelar ou qualquer órgão da rede”, explicou Ana Paula.
O planejamento integra as secretarias de Assistência Social e Educação com palestras, rodas de conversa e um Concurso Municipal de Cartazes nas zonas urbana e rural. Segundo Sara Pedro, coordenadora do CREAS, a atividade lúdica ajuda a identificar possíveis sinais de vulnerabilidade. “Através do desenho, as crianças expressam o conhecimento que têm para se proteger e nós podemos analisar se existe algum traço ou indicador de abuso”, pontuou.
A coordenação do CREAS destaca que a informação tem gerado resultados positivos, aumentando a confiança da população em recorrer à Delegacia, Ministério Público e Judiciário.
Como avanço nas políticas públicas, o município está desenvolvendo um Protocolo de Escuta Especializada para ouvir vítimas e testemunhas de forma protegida, evitando a revitimização. Devido à complexidade, a campanha foi estendida até junho para fazer frente também ao combate ao trabalho infantil.
“Nosso trabalho é diuturno. As portas do CRAIS e do CREAS estão sempre abertas para acolher e orientar quem necessitar”, concluiu Sara Pedro.






